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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O passado negro da Roberta Sá

Quando eu falei pra minha amiga Caroline Riley que eu tinha vontade de me inscrever no The Voice Brasil ela torceu o nariz e falou: "hum... eu imagino você uma coisa mais Roberta Sá". Eu comecei a rir e logo a Carol entendeu, porque eu contei pra ela que a Roberta tinha começado no Fama.

Foi em 2002, na segunda edição que ela apareceu, destoando radicalmente dos outros participantes e do formato pirofágico global. Eu me lembro que na página dela, dentro da página oficial do Fama, Roberta escreveu que seu ídolo era Chico Buarque. Os ídolos de quase todos os outros participantes eram seus respectivos progenitores. Cafona, né?

Bom, é claro que a moça não se deu muito bem. Na segunda edição, a Globo tirou dos jurados o poder de filtrar os candidatos, passando as escolhas a serem integralmente do público. O resultado é que o vencedor foi o Marcus Vinícius. Não é que ele fosse ruim, mas sabe-se que ele ganhou por um apelo emocional da emissora, que promoveu, durante as filmagens, o reencontro de Marcus com seu pai, que desaparecera quando ele tinha 14 anos. 

Fui reencontrar a Roberta no final de 2003, quando reconheci de imediato a voz que cantava A Vizinha do Lado, clássico de Dorival Caymmi que integrou a trilha da novela Celebridade [R.I.P. Laura Prudente da Costa]. A moça, que não precisava mais dar provas de seu talento, começava a mostrar a primorosa escolha de repertório que marcaria sua carreira. 

Mas ainda faltava chão pra ela estourar. Em 2004, foi contratada pra gravar um disco que seria brinde de uma empresa e não foi lançado comercialmente. Sambas e Bossas tem arranjos simples e delicados. É um disco bem gostoso, mas talvez um pouco repetitivo. E então chegamos em 2005! A Roberta deve ter penado um tanto pra se livrar do estigma de ter saído de um programa de calouros (né, Carol?). Mas parece que deu certo, porque Braseiro, seu disco de estreia, teve participação de MPB-4 e Ney Matogrosso. A moça sabe fazer amigos bacanas! Hoje é casada com o Pedro Luis (sim, o da Parede), recebeu Chico Buarque na gravação de seu DVD (realizando meu sonho e o dela) e vive cercada de gente do calibre de Hamilton de Hollanda - tido por muitos como o maior bandolinista vivo - e o Trio Madeira Brasil, com quem lançou o maravilhoso álbum Quando o Canto É Reza.

Infelizmente eu não achei quase nada da época do Fama. Vamos ficar com a interpretação ligeiramente cafona de Só Tinha de Ser com Você, do mestre Jobim. Depois a gente pede pra ela explicar a roupa e as reboladas.





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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Tom Jobim e Marina - Lígia

Eu adoro uma parceria inusitada. Essa daqui aconteceu em Nova Iorque, no especial que a Globo fez pra comemorar os sessenta anos do Tom Jobim. Delícia como O Maestro fica à vontade, curtindo a presença da menininha Marina Lima. Queria eu sentar no banquinho ao lado dele!




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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Tereza da Praia

E seguimos na inesgotável e prazerosa tarefa de compreender porque é que o Tom Jobim era "o cara".

Tereza da Praia foi encomendada pela gravadora Continental pra fazer mais um pouquinho de $$$ em cima da suposta rivalidade entre Lúcio Alves e Dick Farney. Pareceria do Tom com Billy Blanco, o dueto foi lançado em 1954, quando Lúcio e Dick eram Os cantores e O Maestro ainda dava os primeiros passos na carreira - só pra dar uma referência, a Garota de Ipanema é de 1962. Nem preciso dizer do sucesso e das mil e uma regravações desse clássico da Bossa Nova. Quem foi ao mais recente show do Chico Buarque deve estar com a música fresquinha na cabeça, porque mais uma vez o Ele homenageou o maestro soberano, desta vez cantando a Tereza em uma irreverente parceria com o grande baterista Wilson das Neves.

E por falar em baterista, aqui vamos ficando com o tal do Toninho, que eu não conheço, mas que faz a parceria com o Dick no lugar do Lúcio Alves. Não querendo desmerecer o Toninho, diz que é excelente baterista, mas aqui a gente gosta das coisas clássicas, é ou não é? Incompetência minha, que não achei vídeo do dueto original. Segura, Toninho!





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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Sinatra & Jobim

Diz que o Tom Jobim não acreditou quando A Voz do outro lado do telefone apresentou-se como Frank Sinatra e o convidou pra gravarem um disco juntos. Desligou na cara, conta-se. Ainda bem que o Frank ligou de novo.
O disco Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim foi eleito pela crítica o melhor de 1967, e naquele ano ficou em segundo lugar nas paradas, perdendo só pro Sgt Pepper’s Lonely Heart Club Band. É muito fino esse disco. Aqui os dois dão uma palinha pra gente. A produção simples e classuda esbanja bossa nova: smoking, cadeiras de palha e cigarrinho na mão. Eu fecho os olhos e tenho vista pro Corcovado.




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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Garota de Ipanema - Elis & Hermeto

Vou fazer uma declaração polêmica: eu não vejo graça na Garota de Ipanema. Acho uma musiquinha besta e não entendo todo esse auê. Tom Jobim e Vinícius, ambos têm músicas muuuuuuiiiito mais bonitas. Mas deve ter algo nessa música que os meus ouvidos de cantora de chuveiro não alcançam, porque o dado oficial é que a Garota é a música mais executada de todos os tempos [algumas fontes creditam este título a Yesterday, concedendo à Garota o segundo lugar]. Se você jogar no YouTube vai descobrir versão da Amy Winehouse, do Stevie Wonder (o cara botou o Rock'n Rio inteiro pra cantar!) e do baralho a quatro. Isso sem falar na brasileirada. Acho que se procurar bem deve dar pra achar até gravação do Michel Teló.

Essa é minha versão favorita. Dessa eu gosto de verdade. Acho a Garota meio sem graça, mas nem missa fica sem graça na voz da Elis. E no piano tem o Hermeto, esse louco que toca bule, geladeira e outros eletrodomésticos. Acho ele a cara do Mestre dos Magos. 

Montreaux Jazz Festival, 1979:




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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Tom Jobim, Vinícius e o chope da Brahma

Eu era uma meninota quando saiu esse comercial. Foi em 1992, só 2 anos antes de o Tom ir embora pro céu! Muito me emociona esse nosso maestro. Quando revi esse vídeo pela primeira vez confesso que dei até uma choradinha! E aqui ele ainda tem a companhia póstuma do Vinícius, que o esperava lá em cima desde 1980. Falando nisso, quem quiser saber mais sobre a notória morte na banheira do poetinha da música brasileira, encontra aqui a história contada pelo Toquinho himself, que estava lá presente! Mas voltando ao vídeo, gente, que lindeza! Tom Jobim, Vinícius de Moraes, piano de cauda, Rio de Janeiro... eu não me aguento! Quer dizer, é um comercial, então é claro que é cafona, mas como eu sou amante assumida da cafonice...




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