Foi no samba da Praça Roosevelt que o Saravacalé apareceu pra mim. É que
lá eu conheci um moço que também tem um blog: o
Samba con Flamenco. O moço é carioca e veio trabalhar em Sampa depois de uns 10
anos entre Alemanha e Espanha. Neste último país ele procurou muitíssimo essa
mistura sonora que lhe parecia um casamento perfeito: samba + flamenco! Mas nada de o moço achar. Foi somente quando ele começou suas escrivinhações que, por acaso, alguém achou
pertinente apresentar o Saravacalé ao autor do Samba con Flamenco.
Duas vocalistas com pinta de gatinha entoam clássicos da
música flamenca que eu desconheço e uma porção de sambinhas que todos nós
conhecemos. A espanhola se rasga no sofrimento visceral do ritmo ibérico,
enquanto a brasileira, não menos afinada, põe no tempero a malemolência do
samba. No samba de Vinícius, castanholas, e o pandeiro impõe o andamento
ao violão flamenco. O carioca tinha razão, muy rico este samba do crioulo
doido! Ele entrevistou a voz flamenca da banda e contou toda a história do surgimento da mistura, então chega de plagiar o conteúdo dele, né? Tá aqui pra quem quiser.
E vamos de música, ¿si?
Rosa Morena
Falta Pouco


