Vai, Bethânia!!!!! Poderosa!!!!! Deusa do céu e da terra!!!! Esfrega sua indiferença na cara desse repórter imbecil! Despreparado! Insistente! Ê, racinha populosa que desonra o jornalismo brasileiro, viu...
Esse é um trechinho do documentário Doces Bárbaros, registro do encontro dos monstros da música brasileira Gal, Gil, Caetano e sua irmã. A turnê aconteceu em 1976, quando o nariz da Maria Bethânia ainda não era tão grande. Você sabia que nariz e orelha nunca param de crescer? Pense nisso antes de ofender a fisionomia de alguém...
Agora vê o vídeo e depois me fala: ela viu ou não viu?
Acho que foi o reveillon de 2004 que eu passei em um sítio delicioso em Piracaia, interior de São Paulo, na companhia de uns amigos arruaceiros do colegial. Tava bom, viu? Na noite da virada teve até briga de galo de peladas na lagoa!
Nessa mesma noite, na nossa baladinha dançante particular, um dos meninos (o dono do primeiro Ipod que eu vi na vida!) colocou uma música que eu nunca esqueci. É antiga? É pós-moderna? É russa? É jazz?
É boa.
Era o tal do Squirrel Nut Zippers. Se você jogar no Google vai descobrir quantas classificações diferentes essa banda da Carolina do Norte já recebeu. Eles têm aquela pegada de jazz irreverente que eu adoro [se você também gosta, leia o post sobre o Pink Turtle], tem uma vocalista com pinta (e voz) de gatinha, um vocalista que sabe rasgar, tem violino, ukulele (sabe o que é isso?), e tem um puta swing. Tá cheio de músicas deles nas minhas playlists de balada.
Sem falar, gente, que eles tiveram a presença de espírito de gravar Under The Sea. Achei arraso a levadinha havaiana, fora que eu fecho os olhos e penso que estou ouvindo a Billie Holiday cantar Disney. Não venha dizer que você não conhece essa música, que você não viu A Pequena Sereia. É meio que um sonho meu fazer uma pista pegar fogo com essa música. Precisa saber a hora de botar, e precisa as pessoas estarem loucas - que é a parte mais fácil. Agora, graças ao Squirrel, estou tendo a alegria de escrever uma postagem que reúne juntinhos os marcadores Disney e jazz. Ê, delícia.
Então bora lá. The Gost of Stephen Forest e Under The Sea.
Hoje começou mais um outono. Toda vez que uma estação começa
somos forçados a decidir se a que entra é ou não a nossa favorita. Os adeptos
do inverno alegam que nele as pessoas ficam mais elegantes, que
o inverno é mais romântico, melhor pra dormir de conchinha e tomar vinho tinto. Do
verão, diz-se que é a mais alegre das estações, e que as pessoas no verão
também são assim, mais pra fora. Que a luz do verão, que o calor do verão, que
a praia, que as férias, que – ah! – o horário de verão...
A menos que você viva na Europa ou em Nova Iorque o outono e
a primavera ficam um pouco prejudicados na disputa. Aqui eles são vistos um
pouco como meio termo, como transição, coitados. É quase como se fossem não
muito mais do que um rastro da estação que passou, ou apenas o tempo para que o
verão, se primavera, e o inverno, se outono, possam repousar e se arrumar para
mais uma estréia. A pessoa que escolhe o meio termo normalmente é vista como
sem sal. Gostar do verão ou do inverno é pra quem tem personalidade.
Percebi, um segundo antes da minha decisão, que as estações não
me consultam pra decidir qual será a do mês seguinte. Nem se pudessem, eu acho,
mudariam seu curso pra respeitar a democracia. Não é justo, razoável, aceitável
tamanha falta de reciprocidade! Eu quero que meu voto seja ouvido, oras! Quero
relevância para o meu pensar! As estações não têm o menor respeito pela minha
opinião – e nem pela sua, eu sinto dizer.
Pois eu voto nulo: não vou escolher estação alguma! Vou é escolher
minha noite de hoje, mas ela fatalmente será uma noite de outono.
Você já viu essa pérola kitschdo cinema brasileiro? Sabia que o Edson Celulari canta e dança no papel do malandro Max Overseas? Que ele abre o filme cantando A Volta do Malandro? Já ouviu a Elba dizendo pra Cláudia - não a Raia, a Ohana - que ela - a Cláudia, gente, o ícone maior da Playboy roots, olha que audácia! - nunca gozou? Então toma essa:
Eu joguei no Google o nome desse moço. Quase nada além dos vídeos dele no vídeos dele no YouTube, site oficial eMySpace. Em "notícias" deve ter coisa, eu pensei. Nada. Mas eu boto minha mão no fogo se essa injustiça não estiver com os dias contados.
O Tom tem o pacote completo pra deslanchar na música brasileira. Começou pelo piano aos 6 anos e hoje é bacharel em violoncelo, mas toca também violão e flauta. As composições são lindas, e já tem sim gente começando a perceber isso, tanto é que o cearense foi, em 2010, o vencedor do I Festival de Música da Rádio Universitária FM, lá no Ceará. Ele abocanhou o troféu na categoria Música com Letra com a excelente Seu Santo. Fora, gente, que o Tom é uma graça! Os olhos claros no rosto de menino e a pegada minimalista banquinho + violão (me) fazem lembrar o jovem Chico Buarque (suspiro...). Impossível não ligar os pontos diante de O Enterro do Malandro, homenagem do jovem compositor ao personagem que é o arquétipo da boemia carioca e que o Chico cantou tão bem.
Seu Santo
O Enterro do Malandro
A música que me arrebatou foi de cara a primeira que ouvi. Uma letra irreverente, rimas que fluem naturalmente - sem aquela forçação de barra que a gente escuta tanto hoje em dia - um clipe divertido, super alinhado à estética clean do artista e uma melodia que não desgruda da minha cabeça.
Chegou a hora, pessoal. Vou sair do armário: EU NÃO SEI ANDAR DE BICICLETA. Pronto, falei! Quem quiser gostar de mim eu sou assim.
Agora vou mais longe. Vou quebrar um paradigma, você tá sentado? Eu já soube andar de bicicleta, TCHÃN! Esse "tchãn" foi meio Hitchcock, vocês sentiram? Tá todo mundo bem aí?
Assim mesmo eu tenho profunda simpatia pelo ciclista, aquele cara de perna sarada e fôlego de anfíbio que diariamente arrisca sua vida no trânsito desvairado e violento da minha cidade.
Esse clássico curta da Disney é de 1950 e continua lamentavelmente atual. Podia ser uma sátira de como as coisas eram, que bom seria! Mas você vai observar nele precisamente, exatamente as mesmas barbaridades a que assiste todos os dias quando sai pra trabalhar. Não é uma tristeza que a gente se depare hoje com os mesmíssimos problemas de 62 anos atrás? E que eles continuem sem ser solucionados, embora a solução não seja nenhum mistério? E que a Mônica Waldvogel, jornalista supostamente esclarecida, faça chacota dos meus ídolos ciclistas na televisão? E que tanta gente acredite na falácia marqueteira de que "brasileiro é apaixonado por carro"? Ah, tem dó!
O argumento do Pateta é o melhor: "Of course I own the road! My taxes pay for them!".
De todas as coisas dessa noite bela, muitas me impressionam.
Que eu não goste tanto assim de comida tailandesa, essa é uma das coisas
impressionantes. Quantas risadas eu dei e, mais ainda, quantas dessas tantas
foram gargalhadas generosas. [Quem me conhece sabe quantas felicidades eu já
menti]. E as histórias do Carnaval?! Que lindas, que ricas! Que novo isso do
prazer de contemplar! Porque não eram minhas as histórias incríveis, e nem nunca
haviam sido minhas – eu hoje percebo. Mas agora está delicioso coadjuvar. E,
além disso, Letícia, daí a César o que é de César!, teus amigos merecem o
crédito do seu olhar, porque sabem protagonizar histórias, e que honra ser
coadjuvante de tais estrelas!
Nada mais de estrelas, chega disso. Amanhã é Lua cheia.
Lembrei disso subitamente quando, impressionada, constatei não a Lua, não as
marés, não o meu ser mulher de quase 28. Era o desenho da minha sombra que eu
não acreditava. Nem eu sou assim tão nítida! Ler um livro, protetor lunar? Devia
ser de sol aquela definição inescrupulosa de contornos, mas vive ainda de
penumbra, de prateados. Que bom então que eu possa essa minha imagem no
silêncio, na companhia plena dos meus cachorros e no verde escuro de todas as
minhas plantas. Curta 10 pérolas no Facebook e receba atualizações, dicas culturais e muito mais.
Necessário para uma melhor qualidade de vida conhecer essa banda. Se você tem preguiça das minhas palavras, pula e vai direto ouvir o som, porque eu ainda vou contar como conheci os caras. Mas ouça. Porque toda vez que eu mostro a reação invariável é de "meu deus o que é isso???".
Gente, foi a maior boiada da minha vida. Um francês me levou pra um festival de jazz em Enghien les Bains, um subúrbio de Paris. Olha o cartaz do festival, com presença ilustre do magnífico Hamilton de Holanda respresentando o Brasil.
Bom, daí que, pra encurtar a história, uma mineira nos ouviu - eu e o francês - hablando português. Ela veio puxar papo, simpatia tipicamente mineira, e no fim das contas revelou sua verdadeira identidade de esposa de um dos caras do Pink Turtle. E, plin!, nos presenteou com 2 ingressos! Ufa, porque 50 euros cada um não dava nem pra pensar. E foi assim que, meio sem querer, eu fui parar no show dessa banda incrível da qual eu nunca tinha ouvido falar! Super irreverente e dançante o show dos caras! Ah, e não pensem vocês que eles são americanos! São francesinhos, gente, delícia que pude arranhar mon français com o marido da mineira!
Aqui você ouve a versão dos caras pra Maniac. Aquela mesmo, do filme Flashdance. Tá no disco Back Again.
E essa é uma versão deliciosamente cool jazz de Hotel California que está no primeiro disco dos caras, o Pop in Swing. Ouça no máximo!
E fica a dica: sempre que forem ao exterior, não deixem de checar a agenda de shows e festivais do lugar pra onde vão!
Amor amor amor amor AMOR!!!!! All you need is love, gente!!!!
O Hair é um filme estupendo sobre a sempre atual (né, PM de São Paulo?) polaridade amor x guerra [no caso, a do Vietnã]. Os autores da peça, acreditem, não aprovaram o filme. O desfecho da versão para o cinema é diferente do da peça original, que estreou em um teatro lado B em abril de 1968 pra logo ganhar mundo.
Gente, minha mãe assistiu à versão brasileira, que tinha no elenco, entre outros, a então estreante Sônia Braga. De arrepiar a mamãe contando, viu... Um roteiro super crítico, com cena de nu frontal no auge da ditadura. Agora tá rolando uma outra versão, que eu verei em breve e depois conto o que achei.
Essa aqui é a cena que abre o filme, com a maravilhosa Aquarius, que todos conhecemos. Esse som é muito bom pra tocar na balada! Sente a voz da negona:
]
Essa é a cena final, e é só pra você que já viu o filme. Se você não viu, recomendo muito que não veja esse vídeo. É que o Hair é um daqueles filmes de final bombástico, que vai te deixar em choque por alguns dias. Se você já assitiu, pegue sua caixa de lenços e have a nice trip!
O Carnaval do Rio de Janeiro é o maior espetáculo da Terra. E a quarta-feira de cinzas é o dia mais triste do ano.
Aqui vai a minha homenagem sincera à cidade que é mesmo maravilhosa e ao Carnaval em que só não vai quem não aguenta o tranco. Não tem que comprar abadá. Não tem que pedir licença pro Kassab. É simplesmente colocar o pé na rua - lembre-se, a rua é e sempreserá nossa! - e disseminar alegria.
Eu tive a honra de desfilar junto com a Orquestra Voadora, essa big band que no Carnaval vira huge band pra fazer o Aterro do Flamengo decolar. O calor emana de todos os lados: do Sol, do asfalto e da multidão de cinquenta mil foliões que acompanharam o cordão! Máscaras, perucas, asas, pernas-de-pau, cílios postiços, purpurina, confete e serpentina. E alegria. E muita alegria.
Ah, TV Cultura, obrigada por ser uma fonte tão generosa e farta de pérolas da música brasileira!
A música é do Jacob do Bandolim (pqp!), com interpretação de Dominguinhos (pqp!2) e Yamandu Costa (pqp!3). Gente, vamos combinar que quando os progenitores do recém nascido decidem chamá-lo de Yamandu, fica decidido que ele vai ser ou músico ou mendigo. O moço fez um xis bem grande na primeira opção.
Bom, a música é do baú da vovó, digo, do Jacob, então, pra quem não conhece, eis aqui a versão letrada, cantada pela Thalma de Freitas. A Thalma é atriz, mas destaca-se mesmo como cantora. Ela faz parte da Orquestra Imperial, junto com um pessoal peso-pesado. Qualquer dia escrevo um post sobre eles.
Eu acho que esse post não vai fazer muito sucesso. Aliás, o meu blog já tem, e vai continuar tendo, um tipo de post que eu acho que não vai dar muito ibope, que é essa coisa mais Disney, mais musicais, sabem? Mas é que eu acho lindo.
Se eu estiver errada e mais companheiros A-MAREM essas coisas também, por favor, deixe um comentariozinho só pra eu saber que não estou sozinha. Pode ser só um ;-).
Agora chega de lenga-lenga e vamos à vaca fria.
Uma vez, quando eu estava na aula de Artes da primeira série [eu sei que não se fala mais "primeira série", mas acho que só vou aprender a terminologia nova quando eu tiver filhos], passou pela janela uma menina que na época devia ter uns 15 anos. Ela olhou bem pra mim e disse: "ah!, como eu era feliz e não sabia!".
Eu sou contra o culto ao passado quando isso representa um desserviço ao presente e ao futuro - e a favor em todos os outros casos -, mas esse vídeo me traz dentro do coração um entendimento do que aquela menina viu em mim.
Como é bom quando a gente reencontra coisas lááááá do fundo do baú da memória e elas continuam maravilhosas! Disney é mestre nisso! Gente, olha que primor a música, olha o machismo clássico e fofo, olha como os animais da Disney são nossos amigos! Acho que a Disney é responsável por boa parte da minha paixão por animais. Destaque para o coelhinho derretendo a neve no final.